Depois de um dia de peregrinação pela cidade, Carlos Rátis finalizou os trabalhos das suas primeiras horas como interventor do Bahia com uma reunião no Fazendão. O advogado se encontrou com o gestor de futebol Anderson Barros, passou o que pretendia fazer, ouviu a situação do clube e, no fim, recebeu uma missão especial: resolver a situação do meia argentino Paulo Rosales.
Contratado em fevereiro deste ano, Paulo Rosales está afastado do elenco principal desde a final do Campeonato Baiano. A justificativa para não aproveitar o jogador foram a pouca velocidade e a dificuldade em ajudar na marcação. Treinamento em separado, o jogador esteve com o seu procurador no Fazendão e viu o gestor de futebol do clube encaminhar sua rescisão para que o interventor assinasse.
- Ele (Anderson Barros) apresentou alguns pontos no sentido de serem solucionados no decorrer da intervenção, em especial no caso de Rosales. Discutimos com o mesmo e com seu agente que encontraremos uma solução até sexta-feira. Isso com o comprometimento do próprio Anderson Barros – comentou o advogado que responde pelas ações do Bahia.
Após o encontro com o diretor de futebol do Tricolor, Rátis afirmou que fez questão de deixar claro que não pretende interferir no futebol. O interventor contou que ouviu de Anderson Barros o desejo de permanecer cumprindo suas funções no Fazendão. O advogado acrescentou que já trabalha com nomes para compor a diretoria e adiantou que todos os dias de treinamento terá o acompanhamento de um membro do grupo de intervenção.
Durante a entrevista, o gestor foi questionado se recebeu a informação dos salários atrasados no clube. Antes da chegada dele, um funcionário afirmou que há um mês sem pagamento.
- Até o presente momento, não foi encaminhada essa informação. Mas tomaremos essas providências amanhã de manhã para saber quem são os profissionais que estão nessa situação e saber como poderemos resolver. Vamos identificar todas as possíveis inadimplências para que não venha a prejudicar o andamento – afirmou.
Por fim, o advogado fez questão de ressaltar que sua função no papel de interventor é de conduzir o processo para uma nova eleição no Esporte Clube Bahia.
- Nosso papel é fazer novas eleições. Que fique bem claro. Não estamos aqui para nos candidatarmos, apoiar a, b, ou c. Estamos aqui para fazer com que a constituição seja respeita – finalizou.
Após deixar o Fazendão, Carlos Rátis seguiu com seu grupo de apoio para mais uma reunião. Existe a possibilidade de o gestor ir a São Paulo para acompanhar o jogo do Bahia contra o time paulista, nesta quarta-feira, pela Série A. A viagem teria como motivo uma conversa com os jogadores.
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